quarta-feira, 5 de junho de 2013

Folha Política


 

Date: Tue, 4 Jun 2013 22:06:09 +0000
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Folha Política

Folha Política


Enquanto 13 mil escolas brasileiras não têm nem mesmo energia elétrica, Governo gasta R$30 bi com Copa

Posted: 04 Jun 2013 02:08 PM PDT

Escola no Nordeste. Imagem: MP
Segundo estudo nomeado "Uma escala para medir a infraestrutura escolar", apenas 0,6% das escolas brasileiras têm infraestrutura adequada para ensino ideal, o que incluiria biblioteca,  laboratório de informática, ciências, quadra esportiva e outras dependências. A pesquisa considerou dados do censo escolar de 2011, o qual abarcou 194.932 escolas.

O assustador número de 56% das escolas não conta com estrutura elementar, que abrange sanitários, sistema de esgoto, cozinha com equipamentos e energia elétrica. Ademais, o Brasil possui 13 mil escolas sem nem mesmo energia elétrica. À parte isso, 72,5% das escolas não têm  tampouco biblioteca.

Encontraram-se, também, recorrentes disparidades entre as escolas urbanas e rurais. Tais dados são persuasivos no que tange à argumentação de indiferença, carência ética e populismo do governo atual, posto que dezenas de bilhões foram dispendidos em obras esportivos para apenas um mês de eventos, enquanto as escolas permanecem sucateadas.

Caio Barbosa.

Com informações de Agência Brasil, Todos pela Educação e UOL.








Maluf elogia juízes brasileiros e reclama de justiça estrangeira que o condenou

Posted: 04 Jun 2013 10:46 AM PDT


Paulo Maluf. Imagem: Reprodução.
Receber elogios de Paulo Maluf é motivo de orgulho para a Justiça brasileira? O conhecidíssimo político elogiou a "isenção" de nosso sistema Judiciário, comparando-o ao sistema da Ilha de Jersey, onde foi condenado em primeira instância em apenas 2 anos. No Brasil, um processo contra ele corre há quase 10 anos, ainda em fase inicial. 

Maluf afirmou que o sistema brasileiro é superior porque garante a ampla defesa ao acusado. Outros sistemas também valorizam, além da ampla defesa, a celeridade do processo – que visa proteger todas as partes envolvidas, inclusive, e principalmente, o acusado, que tem o direito de ser julgado de forma rápida. Entende-se que a ninguém interessa ser mantido como réu em uma ação acima de um prazo razoável, pois a todos interessaria ver o seu caso resolvido no menor prazo possível. 

Acredita-se que uma boa parcela da população que aguarda decisões da Justiça brasileira aprovaria uma atuação mais rápida do sistema judiciário. A lentidão da Justiça brasileira é causa de preocupação para o sistema judiciário, que vem buscando soluções para tornar os processos mais céleres, utilizando-se de mecanismos que possam trazer soluções mais ágeis, mas sem prejuízo da ampla defesa. 

No processo de Jersey, que durou dois anos, Maluf foi condenado a devolver R$ 60 milhões aos cofres públicos da Prefeitura de São Paulo. No processo brasileiro, que envolve R$ 5 bilhões, os 36 réus encontram-se em fase de defesa prévia. Ou seja, o processo mal começou. Será mesmo que  há razão para elogios?

Luciana Castro.


Políticos recebem dinheiro do Bolsa Família no Maranhão

Posted: 04 Jun 2013 08:58 AM PDT


Cidadão em protesto. Imagem: Fotógrafo desconhecido
Segundo Raimundo Garrone, Odilson Rios e Cristiane Sampaio, em artigo para o jornal O Globo, as investigações concernentes à origem do boato sobre o fim do programa social Bolsa Família acarretou denúncias a respeito do recebimento do benefício relativo por vereadores de cidades do Maranhão.

Em Fortaleza dos Nogueiras, houve denúncia contra Edimar Dias (PSD), sendo acompanhada pelo prefeito Elimar Nogueira (PR), que atacou: "O cidadão está, desde o seu primeiro mandato, recebendo auxílio da Bolsa Família junto com sua esposa? Isso não precisa ser apurado, tenho documentos, fomos à Caixa, e o dinheiro está sendo depositado na conta do vereador".


Caso notório foi o do vereador Juscelino do Carmo Araújo (PT), o qual sofre denúncia segundo a qual receberia o benefício ainda que tenha declarado à Justiça Eleitoral possuir patrimônio no valor de R$320.000,00.

Até onde se sabe, não houve comentários a respeito por parte dos idealizadores ou dos ampliadores do programa. Qual é a sua opinião sobre o caso? Denota a ausência de fiscalização do dinheiro público, a "bagunça" relativa à distribuição do benefício, tratando o erário de modo leviano? Revela ainda mais corrupção, na política, pelos rincões do país? Demonstra a indiferença da classe política e dos responsáveis pela fiscalização, tendo em vista que o dinheiro desviado e distribuído ilicitamente poderia ser aplicado em diversos setores carentes no país, como a saúde, a educação, entre outros?

Lígia Ferreira é analista de sócio-mecanismos.

Censura: Tarso Genro (PT-RS) afirma que 80% do conteúdo de rádio e TV deveria sair do ar

Posted: 04 Jun 2013 09:16 AM PDT


Tarso Genro, governador do estado do Rio Grande do Sul, defendeu a regulação da mídia, afirmando que "mais de 80%" do conteúdo disponível em Rádio e TV teria de ser, em respeito à Constituição Federal, removido.
Tarso Genro. Imagem: MPA - Regional Sul


"Se esses artigos fossem aplicados de maneira séria, provavelmente mais de 80% dos programas que estão nas rádios e principalmente nas televisões teriam de sair do ar", afirmou, frisando o conteúdo do artigo 221 da CF/88.

Trata-se do seguinte conteúdo normativo:


Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:
I - preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
II - promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;
III - regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;
IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.
"São programas que ou transformam a mercadoria em notícia ideologizada ou promovem a violência, o sexismo e a discriminação", alegou durante evento com sindicatos e movimentos sociais, em Porto Alegre.
Criticou, também, a concentração do poder midiático em "poucas mãos", de modo a impedir que o controle do setor de informação a "meia dúzia de famílias". 
Quanto à corrupção, defendeu, aparentemente, o governo, afirmando que "A culpa é sempre do Estado. É um processo que não tem sujeito. Quem leva para dentro do Estado o vírus da corrupção é a iniciativa privada". Criticou, também, a cobertura da mídia no caso do mensalão, asserindo que os réus foram condenados antecipadamente pela mídia, influenciando a decisão do STF.

Qual é a sua posição a respeito? A regulação pode ser vantajosa? Ainda que benéfica, pode abrir precedentes para a censura governamental interessada no acobertamento de informações? Estão a usar de justificativas colaterais como forma de endossar o crescimento do controle da informação pelo Estado de modo arriscado e perigoso? É um meio de promover programações construtivas? Emita sua opinião e contribua para o diálogo democrático.

Com informações de Folha de São Paulo.

Lígia Ferreira é analista de sócio-mecanismos.
"Os cariocas não têm interesse em combater o crime. Mas e a Copa?", questiona jornalista inglês atacado no Rio

Posted: 04 Jun 2013 10:15 AM PDT


O jornalista inglês Adrian Durham, do jornal Daily Mail, foi abordado por um ladrão armado com uma faca, em Copacabana, menos de 24 horas depois de desembarcar no Brasil. O jornalista assistiu ao amistoso entre Brasil e Inglaterra, afirmou ter gostado muito do Maracanã e até convenceu-se de que as histórias que tinha ouvido sobre os problemas com a reforma eram apenas boatos. 


Na volta ao hotel - que fica próximo ao Maracanã - ele e sua namorada foram abordados por diversos pedintes e mendigos, mas não estavam se importando, pois vieram ao Brasil sabendo o que os esperava. No entanto, um dos pedintes anunciou o assalto com uma faca na mão, tocando o jornalista com a faca para que este percebesse que ele estava falando sério. 

O jornalista teve a presença de espírito de dirigir-se à rua para atravessá-la, esperando ficar em uma posição mais visível. Com isso, o ladrão se irritou e o empurrou, derrubando-o no chão, e foi embora sem levar nada. 

Durham, então, perguntou no seu hotel como fazer para levar o caso à polícia, e recebeu a singela explicação de que "não vale a pena, porque isso acontece o tempo todo", e ainda teve que ouvir conselhos para não usar jóias ou relógios caros, ou seja, não provocar - porque os ataques seriam inevitáveis. Para completar a conversa, a funcionária do hotel disse que ele tinha tido sorte de não ter sido atropelado!

Para o jornalista, o problema não é a ostentação; ele acredita que o ataque poderia ter sido dirigido a qualquer um. O problema de fato, para Durham, é que os cariocas simplesmente aceitam o crime: "A iluminação urbana e a presença da polícia têm que ser dramaticamente aumentadas antes da Copa do Mundo - e das Olimpíadas. São as atitudes que precisam mudar - os cariocas, claramente, simplesmente aceitam que o crime acontece, e não têm nenhum desejo de combatê-lo. Mas, se o governo está preparado para gastar 8,5 bilhões de libras para sediar uma Copa do Mundo enquanto dois milhões de pessoas moram em mil favelas só no Rio de Janeiro, fica claro que a ética e as prioridades desse governo são questionáveis"

O jornalista conta que quando foi à Polônia, à Ucrânia e à África do Sul, na Copa do Mundo de 2010, foi avisado de que eram lugares perigosos; mas nada aconteceu nessas viagens. Só no Rio de Janeiro, a um ano da Copa, é que ele foi abordado com uma faca já no primeiro dia. 

O jornalista conseguiu terminar de contar o episódio com uma nota gentil para os brasileiros: disse que não tentaria convencer ninguém a deixar de vir ao Brasil, apenas aconselharia a ter muito cuidado. 

A divulgação dos questionamentos de Adrian suscitou polêmica nas redes sociais, sobretudo pelo aspecto pouco crítico da mídia tradicional, no que toca a esses temas.

Certamente, Durham é um viajante experiente e foi capaz de lidar bem com a situação. Mas outros turistas podem não ter a mesma sorte - ou o mesmo jogo de cintura. Talvez seja um bom momento para refletir sobre os conselhos dados pelo jornalista.

Acesse o artigo pelo site: www.dailymail.co.uk 

Luciana Castro.




El País, jornal espanhol, cita a violência no Brasil, destacando a crueldade dos menores

Posted: 03 Jun 2013 09:10 PM PDT



O jornal espanhol El País publicou artigo em que afirma que "ir a um restaurante no Brasil começa a dar medo". 

Aponta que, embora o Brasil seja um dos pólos de gastronomia na América Latina, o aumento do número de casos de arrastões em restaurantes, especialmente no Rio e em São Paulo, já está assustador. 

Entre as observações, o jornal destaca a participação de menores nesses arrastões, e revela a percepção internacional de impunidade no Brasil: "Uma das características destes delitos é que nos grupos de criminosos há cada vez mais adolescentes, por vezes meninos de 12 anos; estes, aliás, costumam ser os mais ferozes, segundo as vítimas. No Brasil, a lei penal só se aplica aos maiores de 18 anos. Por isso, os bandidos profissionais usam cada vez mais os jovens, que não podem ser condenados e voltam rapidamente às ruas quando são detidos pela polícia".

O artigo menciona ainda que os arrastões não se limitam ao eixo Rio-São Paulo nem a restaurantes de luxo, ocorrendo também nas ruas em todo o país. Para o jornal, todos têm medo dos bandos de adolescentes armados. 

Na conclusão, o artigo chama a atenção para os eventos esportivos que se aproximam: "Este tipo de ataque começa a preocupar as autoridades, que pensam na chegada de centenas de milhares de estrangeiros às suas cidades, para a Copa do Mundo, no ano que vem, e as Olimpíadas, em 2016". 
Só os estrangeiros estão preocupados?  

Artigo no site: www.elpais.com 

Luciana Castro.

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